BLOQUE ZONA LIVRE em Construção

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terça-feira, 15 de julho de 2008

A AMÉRICA LATINA CONTRA O IMPERIALISMO: A luta de classe na "Grande Colômbia"







(Um debate sobre a revolução bolivariana da Venezuela e o papel das FARC
e do Pólo Democrático, frente ao terrorismo de Estado na Colômbia)


ABI (Associação Brasileira de Imprensa)
Rua Araújo Porto Alegre, 71 – 9º andar – Rio de Janeiro
Dia 16 de julho de 2008, quarta-feira, às 18:30h


A região da América do Sul, conhecida como "Grande Colômbia", é cenário de intenso debate político e ideológico. O imperialismo procura uma aventura militar, com objetivos claros: derrotar o processo de mudanças na Venezuela e apoderar-se das riquezas naturais do continente.

O ato terrorista da dupla Bush/Uribe contra o acampamento das FARC no Equador foi o primeiro ato desta escalada. A manipulação dos supostos computadores de Raul Reyes e da recente libertação unilateral de reféns mostra a recusa do governo narcoparamilitar de Uribe a uma solução política pacífica, que passa pela libertação também de guerrilheiros e pela retomada de negociações bilaterais entre as partes em conflito.

A crise colombiana se aprofunda. A guerrilha resiste, mesmo em uma conjuntura adversa. Recrudesce o terrorismo de Estado. Há um desgaste do governo: dezenas de parlamentares ligados a Uribe estão presos por corrupção e paramilitarismo. A Corte Suprema declarou que a reeleição do presidente se deu de forma delituosa.

A revolução bolivariana na Venezuela vive momentos decisivos, às vésperas de importante eleição. A luta de classe se intensifica na Bolívia. O Equador não reatou relações com a Colômbia e expulsa a base de Manta de seu território.

Os países da América do Sul tentam criar um mecanismo de defesa regional, sem os Estados Unidos. Estes, por sua vez, reativam agressivamente a Quarta Frota.

Qual a tendência na Venezuela? Revolução ou restauração?
Qual o significado de "bolivarianismo" e de "socialismo do século XXI"?
Há perspectiva de paz na Colômbia, segundo os interesses populares? Qual o futuro das FARC?
É possível evitar a guerra, vencer o imperialismo e avançar para o socialismo?


Para responder a estas e outras perguntas, convidamos dois grandes dirigentes de Partidos Comunistas, que participam intensamente da luta de classe nesses países. Militantes revolucionários, ambos são jornalistas, escritores e conferencistas, além de porta-vozes internacionais de seus partidos. Palestrantes:

CARLOS LOZANO – Membro do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista Colombiano (Pacocol) e da Junta Nacional do Pólo Democrático Alternativo (PDA); diretor do semanário Voz, autor de vários livros;

CAROLUS WIMMER – Secretário de Relações Internacionais do Comitê Central do Partido Comunista de Venezuela (PCV); deputado venezuelano ao Parlatino, onde é Vice-Presidente; diretor da Revista Debate Aberto e do jornal Tribuna Popular.

IVAN PINHEIRO – Secretário Geral do PCB (moderador);

Promoção: Partido Comunista Brasileiro (PCB)
Apoio: Associação Cultural José Marti, CeCAC – Centro Cultural Antonio Carlos de Carvalho, Comitê de Solidariedade à Palestina, Corrente Comunista Luiz Carlos Prestes, Fundação Dinarco Reis, Refundação Comunista, União da Juventude Comunista.

Esta página encontra-se em www.cecac.org.br

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Indicações para leitura e estudo


As Frentes - Cotidiano Invisível e Resistências Escondidas (barra lateral), são referências de leituras para o estudo daqueles que aspiram transformar a sociedade capitalista em uma outra organização societária. São sugestões feitas pelo sociólogo Florestan Fernandes, e extraimos este texto abaixo, que explica e dá orientações que justificam as indicações.

Este pequeno livro "O que é Revolução", não pretende ser um equivalente doutrinário sintético do ABC do Comunismo. É uma tentativa de colocar em termos elementares as bases de uma reflexão política sobre a revolução proletária concebida como uma atividade coletiva do proletariado.

Uma bibliografia, neste caso, deveria abranger tudo o que ficou ignorado, o que criaria um fardo negativo ou demasiado pesado para o leitor comum. No decorrer da exposição foi mencionado um ou outro livro, uma ou outra leitura. Recomendaria ao leitor que aproveitasse as pistas indicadas, especialmente que lesse o livro de Victor Serge e completasse esta experiência com o estudo do livro de L. Trotski sobre a Revolução Russa.

Dentro da linha expositiva adotada, faria fincapé nas obras de Kar! Marx: e Friedrich Engels. O leitor poderia tomar a coletânea publicada por Edições Sociais, sob o título de TEXTOS (São Paulo,

1975, 1976 e 1977) e lançar-se avidamente sobre alguns trabalhos. Um primeiro grupo de leituras deveria abranger o Manifesto do Partido Comunista (vol. 3, pp. 7-51), a "Mensagem do Comitê Central à Liga dos Comunistas" (idem, pp. 83-92) e o ensaio clássico de Engels, intitulado Do Socialismo Utópico ao Socialismo Cientffico (vol. 1, pp. 5-60). O segundo grupo de leituras deveria ser dedicado a um exercício que faz falta mesmo a marxistas treinados, seja como "profissionais da revolução", seja como teóricos do "modo de produção": os ensaios devotados à explicação das revoluções do século XIX. Seria bom começar comA Guerra Civil na Fran{a (vol. 1, pp. 155-219), passar por As Lutas de Classes na Fran{a de 1848 a 1850 (vol. 3, pp. 93-198) e por O Dezoito Brumário de Luís Bonaparte (idem, pp. 199-285), completando pelo famoso estudo de F. Engels As Guerras Camponesas na Alemanha (São Paulo, Editorial Grijalbo, 1977). Essa soma de leituras permitirá chegar à "natureza íntima" da revolução proletária - como ela nasce, se desenvolve e poderá atingir seu apogeu na sociedade capitalista. Com a vantagem de tomar-se, em profundidade, a relação do proletariado tanto com a revolução burguesa em ascensão, quanto com o "terrorismo burguês" e a reação do capital.

Para ampliar o horizonte político do leitor e saturá10 com os temas que dizem respeito à crítica marxista do "oportunismo", do "gradualismo" e do "reformismo" e, ao mesmo tempo, às vias concretas da revolução, indicaria cinco leituras fundamentais. Primeiro, um brilhante ensaio de Rosa Luxemburgo, contido em RefOrma ou Revolu{ão? (São Paulo, Editora Flama, 1946, pp. 9-96) e o pequeno livro doutrinário de Kar! Kautski, O Caminho do Poder (São Paulo, Editora HUCITEC, 1979). Trata-se do verdadeiro debate marxista: o que deve prevalecer - a conciliação ou a luta de classes, voltada para a conquista do poder pelas classes trabalhadoras? Segundo, pelo menos três obras importantes de Lenin, Que Fazer? (São Paulo, Editora HUCITEC 1978), A Revolu{ão Proletária e o Renegado Kautski (São Paulo, Gráfico-Editora Unitas Ltda., 1934) e ADoença Infantil do Esquerdismo no Comunismo (Vitória, 1946). Estas leituras permitem ir dos "casos clássicos" para os "elos débeis" e salientam a necessidade de não dogmatizar a via revolucionária. O capitalismo e o imperialismo geram o "desenvolvimento desigual" e "combinado", ou seja, uma via difícil que torna a necessidade do socialismo ainda mais imperiosa na "parte atrasada" do mundo capitalista. Terceiro, embora tenha ficado de lado a questão da "técnica revolucionária", seria útil pelo menos introduzir uma leitura sobre o assunto. O pequeno livro de Victor Serge, Lo que todo revolucionario debe saber sobre la represión (México, Ediciones .Era, 1972; a edição original é de 1925) parece muito apropriado. Os que pensam que "a revolução se tornou impossível" por causa da repressão terão de mudar de idéia. Toda revolução precisa criar seu espaço político próprio, o que é um desafio especial no que respeita à revolução proletária, que só se desencadeia e deslancha após a conquista do poder (e não antes). Por isso, enfrentar e vencer o terrorismo de Estado nunca é fácil, esteja-se na Rússia tsarista ou em países da América Latina da época atual.

O "grande debate", para muitos, está na inviabilidade da revolução proletária sob o capitalismo financeiro e imperialista. Parece, a muitos, que o Estado capitalista abre-se para baixo e resolve pelo menos os problemas e as necessidades centrais da massa da população trabalhadora. Além disso, esse capitalismo teria criado um Estado democrático que permitiria uma cultura cívica acessível não só à participação operária mas, ainda, a um amplo controle do poder político estatal pela "maioria". A vasta gama de assuntos pode ser apreciada em André Gorz, Estratégia Operária e Neocapitalismo (Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1968, esp. pp. 9-25) e, de uma forma mais refinadamente doutrinária, em Norberto Bobbio e outros, O Marxismo e o Estado (Rio de Janeiro, Graal, 1979) e em Eurocomunismo e Estado, de Santiago Carrillo (Rio de Janeiro - São Paulo, D IFEL, 1978). No livro organizado em função de Bobbio aparece, aqui e ali, uma defesa coerente da "tradição" marxista. No entanto, convém tomar uma posição de luta intransigente, que defenda uma postura verdadeiramente revolucionária dentro do marxismo. Dois livros respondem, de forma diferente, a essa necessidade: Étienne Balibar, Sobre La Dictadura dei Proletariado (México, Siglo Veintiuno Editores, 1977) e Ernest MandeI, Crítica do Eurocomunismo (Lisboa, Antídoto, 1978). Os dois livros são igualmente esclarecedores. O primeiro revitaliza a versão marxista-Leninista da revolução; o segundo realiza uma excursão complexa sobre as várias vias da socialdemocratização do comunismo. Por isso, tornam-se tão importantes para os que não vêem outra saída para a crise do capitalismo que a indicada por Marx e Engels no Manifesto.

Quanto à América Latina e ao Brasil, apresento uma extensa bibliografia em A Revolução Burguesa no Brasil (Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1975). Há evidente interesse, por exemplo, em se aproveitar ensaios como os de Manuel Castells, Ruy Mauro Marini ou Carlos Altamirano sobre a revolução chilena. Todavia, até o presente, apenas Cuba logrou romper o rosário das pseudo-revoluções e das revoluções "interrompidas" das classes dominantes. Por isso, o caso da Revolução Cubana merece atenção especial do leitor. Como ponto de partida, poderia usar o meu pequeno livro Da Guerrilha ao Socialismo: A Revolução Cubana (São Paulo, T. A. Queiroz, Editor, 1979). O capítulo lII, especialmente, oferece uma boa base factual e interpretativa para a comparação de Cuba com outros países da América Latina e para se entender como os guerrilheiros foram beneficiados e souberam aproveitar uma situação revolucionária que se constituiu e se agravou ao longo de uma larga evolução histórica. A bibliografia concatenada no fim do livro deve ser aproveitada seletivamente pelo leitor. Como se trata de uma combinação singular de situação revolucionária e revolução, recomendo insistentemente a todos os que queiram aprofundar seu conhecimento sobre as revoluções proletárias de nossa época que leiam com cuidado (e que releiam) as principais obras sobre a Revolução Cubana.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Despejando las mentiras acerca de la fuga de los 15 prisioneros de guerra


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Comunicado:

1. La fuga de los 15 prisioneros de guerra, el pasado miércoles 2 de Julio, fue consecuencia directa de la despreciable conducta de Cesar y Enrique, que traicionaron su compromiso revolucionario y la confianza que en ellos se depositó.

2. Independiente de un episodio como el sucedido, inherente a cualquier confrontación política y militar donde se presentan victorias y reveses, mantenemos vigente nuestra política por concretar acuerdos humanitarios que logren el intercambio y además protejan la población civil de los efectos del conflicto.

De persistir en el rescate como única vía, el gobierno debe asumir todas las consecuencias de su temeraria y aventurera decisión.

3. La lucha por liberar a los nuestros y demás combatientes políticos presos siempre estará al orden del día en el conjunto de las unidades farianas, especialmente en su dirección. A todos ellos los llevamos en la mente y en el corazón.

4. El camino por lograr las transformaciones revolucionarias, en ninguna parte del mundo ni en ningún momento de la historia ha sido fácil, por el contrario, y por ello nuestro compromiso se acrecienta ante cada nuevo reto o dificultad.

5. La paz que requiere Colombia debe ser resultado de acuerdos que beneficien a las mayorías, no va a ser la paz de los sepulcros sostenida sobre la corrupción, el terror del Estado, la felonía y la traición. Las causas por las que luchan las FARC-EP siguen vivas, el presente es de lucha y el futuro es nuestro.

Secretariado del Estado Mayor Central de las FARC-EP

Montañas de Colombia, julio 5 del 2008.


A fuga dos 15 prisioneiros de guerra

por FARC-EP

Comunicado

1. A fuga dos 15 prisioneiros de guerra, na passada quarta-feira 2 de Julho, foi consequência directa da desprezível conduta de Cesar e Enrique, que traíram seu compromisso revolucionário e a confiança que neles foi depositada.

2. Independentemente de um episódio como o sucedido, inerente a qualquer confrontação política e militar onde ocorrem vitórias e reveses, mantemos em vigor nossa política para concretizar acordos humanitários que consigam o intercâmbio e além disso protejam a população civil dos efeitos do conflito. A persistir no resgate como única via, o governo deve assumir todas as suas consequências da sua decisão temerária e aventureira.

3. A luta para libertar os nossos e os demais combatentes políticos presos estará sempre na ordem do dia no conjunto das unidades farianas, especialmente na sua direcção. A todos eles temos na cabeça e no coração.

4. O caminho para alcançar transformações revolucionárias, em nenhuma parte do mundo nem em nenhum momento da história, foi fácil. Ao contrário, e por isso nosso compromisso aumenta perante cada novo repto ou dificuldade.

5. A paz que a Colômbia exige deve ser resultado de acordos que beneficiem as maiorias, não vai ser a paz dos cemitérios sustentada sobre a corrupção, o terrorismo do Estado, a felonia e a traição. As causas pelas quais lutam as FARC-EP continuam vivas, o presente é de luta e o futuro é nosso.

Secretariado do Estado Maior Central das FARC-EP

Montanhas da Colômbia, 5 de Julho de 2008.

11/Julho/2008
O original encontra-se em http://www.resumenlatinoamericano.org , nº 1076

Este comunicado encontra-se em http://resistir.info/ .

quinta-feira, 10 de julho de 2008

As guerrilhas não são uma moda, são uma resposta à repressão e ao fechamento político

por Pedro Echeverría V. [*]

1. Incrível! Será que Hugo Chávez entrou num estado de desespero ou alguém imitou a sua voz para que os meios de informação do mundo, ao serviço do império ianque, divulgassem jubilosamente as suas declarações ? Obviamente, as FARC e as demais guerrilhas do mundo não vão fazer caso desse apelo formulado, aparentemente, domingo passado às guerrilhas colombianas para que libertem, "em troca de nada", reféns em poder dos rebeldes. Além disso, disse que "a guerra de guerrilhas passou à história... e vocês nas FARC devem saber uma coisa: que se converteram numa desculpa do império (o governo dos Estados Unidos), para ameaçar-nos a todos nós". Chávez recebeu o aplauso dos governos que estão ao serviço os EUA e, mais ainda, agora exigem que cumpra sua palavra. O passo seguinte dos cães do império será agora exigir-lhe que extermine os terroristas, os lutadores radicais e os rebeldes.

2. Hugo Chávez sabe perfeitamente que os ianques não necessitam de desculpa alguma para ameaçar. O governo dos EUA ameaça e submete a quem lhe dê na gana. Bush dividiu o mundo em aliados e terroristas. Invadiu o Afeganistão porque, segundo disse, ali se ocultava Bin Laden. Depois invadiu o Iraque com o argumento de que escondia um grande armamento, mas os enviados da ONU informaram que este nunca existiu. Chávez sabe que os EUA não precisam qualquer pretexto porque há vários anos seleccionaram os países que fazem parte, segundo seus critérios, do "Eixo do mal" e iniciaram uma série de agressões contra eles e seus vizinhos. Quando os EUA decidem dar um passo, pretextos não lhe faltam. Durante décadas, de modo permanente, disse que suas repetidas intervenções armadas eram para apoiar os interesses dos seus cidadãos e salvar seus investimentos. Chávez sabe-o melhor do que ninguém, por isso parece-me estranha a sua posição e até tive dúvidas que fosse dele.

3. Que corrente de esquerda pode negar ou regatear o enorme papel que Chávez desempenhou nos últimos oito anos na Venezuela e na América Latina frente ao saqueador e assassino governo Bush? Mais ainda, foi considerado o aluno com mais peso e, ao mesmo tempo, o herdeiro das lutas anti-imperialistas de Fidel Castro no continente. O que se passou então na cabeça de Chávez ou na dos seus conselheiros ao pensar que as condições políticas venezuelanas são idênticas às do México, Haiti, Guatemala, El Salvador ou Colômbia? No México, quando se dá esse tipo de mudanças intempestivas ou que não nos damos conta, perguntamos: O que fumaste? Ou advertimos: "estás a urinar fora do bacio". Chávez sabe muito bem que as guerrilhas e outras formas de luta como os movimentos de massas, as greves gerais, os piquetes bloqueando avenidas e praças, bem como outras mais batalhas dos explorados, não podem estar fora de tempo.

4. Os empresários e governos, em todo o mundo, desejariam controlar absolutamente tudo: monopolizar a economia, a política, a propriedade, a cultura. Assim o fizeram durante séculos apesar das débeis oposições e protestos. Contudo, essa classe social dominante teve de dar passos atrás, fazer concessões e por em prática reformas agrárias, laborais, eleitorais, só devido à pressão das lutas dos trabalhadores. Hoje talvez nuns 20 por cento dos países, sobretudo na Europa, por lutas que duraram séculos, a burguesia teve que ser "inteligente" para respeitar as lutas legais da oposição. Mas nos outros 80 por cento dos países a repressão contra os trabalhadores foi aberta e brutal. Inclusive em países como o México, onde os processos eleitorais foram implantados em 1824, 70 por cento da população continua a viver na pobreza e na miséria. Basta apenas esse dado para demonstrar até que grau a população é exploradas e oprimida.

5. A guerrilha na América Latina não pode sair de moda porque as condições económicas e políticas do continente, prejudiciais à maioria da população, continuam em vigor. Registaram-se enormes mudanças nas cidades, a tecnologia cresceu sem paralelo, os automóveis multiplicaram-se nas cidades e 80 por cento da população tem pelo menos uma televisão, mas para os explorados e oprimidos, para os milhões de desempregados e marginalizados de sempre, parece que não passaram os séculos. Para aproveitar e dar continuidade a este estado de coisas a burguesia submeteu com grande sanha o mais mínimo protesto ou oposição. Se Chávez não houvesse utilizado a força, ou certo grau de força, na Venezuela estariam a governar os partidos burgueses tradicionais, os meios de informação continuariam a idiotizar a população e os ianques continuariam a saquear os recursos naturais. Talvez o próprio Chávez estaria a ser defraudado no aspecto eleitoral.

6. O que fariam as FARC frente a um governo abertamente assassino, como o de Álvaro Uribe (apoiado pelo governo Bush) que se refreia um pouco em bombardear acampamentos pela existência de presos trocáveis? Esquece-se por acaso que muitos desses presos actuaram contra o povo e foram uma moeda necessária de troca com os heróicos presos guerrilheiros detidos pelo governo? É compreensível o desespero de Chávez e a pressão que sofre da parte dos familiares desses presos, mas a guerrilha surgiu há 44 anos para lutar pelos interesses dos explorados e dos mais pobres e é ela que tem de decidir o que fazer. Chávez não pode usar o seu prestígio, a sua grande autoridade, para pedir o desaparecimento da guerrilha. Certamente na Venezuela, na Bolívia e no Equador não é necessária a guerrilha porque os pobres, os explorados, agora estão a experimentar um novo governo que lhes deu espaços para encaminhar as suas petições e as suas lutas, mas não no México, na Guatemala e demais.

7. Fidel Castro assumiu o poder em Cuba em Janeiro de 1959 depois de encabeçar uma guerrilha e com ela tornar possível o triunfo da Revolução contra o ditador Batista. Depois Castro, como presidente, apoiou mais de cinco movimentos guerrilheiros que lutavam contra governos pro-norteamericanos no continente. Não foram apoios materiais porque Cuba carecia de meios para concedê-los, mas Fidel nunca deixou de analisar nos seus longos discursos a pobreza e o desespero dos povos perante um império ianque associados às burguesias nacionais de cada país. Hugo Chávez não assumiu o poder pela via guerrilheira e sim pelo processo eleitoral; mas teve de enfrentar a violência com o apoio do exército quando se rebelou contra o governo Carlos Andrés Pérez e quando, em 2002, foi "derrubado" por 48 horas. Os explorados nunca foram violentos por gosto, utilizaram a violência para defender-se da classe dominante que nunca os deixou viver em paz.

8. No México os movimentos guerrilheiros estiveram presentes em toda a sua história. Durante o colonialismo espanhol a guerrilha indígena foi permanente. A própria luta de Independência iniciou-se como um levantamento que logo se tornou uma resistência guerrilheira. As invasões ianques e europeias do México no século XIX sofreram os permanentes fustigamentos de guerrilheiros heróicos. Durante o Porfiriato e a Revolução os guerrilheiros, talvez mais que os exércitos formais, desempenharam um papel importantíssimo. O que foram as guerrilhas mexicanas de Ciudad Madera (Chihuahua), de Jenaro Vázquez e Lucio Cabañas do estado de Guerrero, as guerrilhas urbanas de princípios dos 70 e por que são actuais as guerrilhas hoje encabeçadas pelo EPR? Cada guerrilha responde a condições concretas: injustiças, miséria, fechamento, repressão, desespero, perseguição, ameaças. Ninguém poderá exterminar as guerrilhas se não se transformam as relações sociais. Chávez sabe-lo, por isso não creio no que ouvi.

[*] Analista mexicano.

O original encontra-se em http://www.resumenlatinoamericano.org

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

10/Jun/08

O Presidente Chavez e as FARC: Estado e a Revolução

Por James Petras

Rebelión

Traduzido por Ulisses Juarez Polanco e revistas através Caty R. Rebelion.org Nota: Este texto foi escrito antes da libertação de Ingrid Betancourt


Quando o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, exortou a Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que abandonar luta armada e afirmou que "guerrilha passou em história", seguiu o caminho eles tiveram no passado muitos líderes revolucionários.

Se olharmos para trás, no início da década de 1920, Lenin instou o incipiente comunismo turco para sacrificar a sua independência para apoiar revolucionário Ataturk, o seu sucessor, Iosif Stalin encorajou os comunistas chineses aos seus subordinados movimento revolucionário liderado pelo partido nacionalista de Chiang Kai -- Shek. Mao Zedong deu prioridade às coligações em que o Partido Comunista da Indonésia foram submetidas à liderança do líder nacionalista, o general Achmed Sukarno.

Durante os acordos de paz franco-indochinesa de Genebra, em 1954, Ho Chi Minh aceitou a divisão do país, e instou os comunistas no Vietnã do Sul a fim de guerrilha e de trabalho para reunificar o país por meio eleitoral. No novo milénio, Fidel Castro tenha declarado que "a luta armada é uma coisa do passado" e que, nas presentes condições, há outras formas de luta contra a prioridade.

Hugo Chávez tem muitas vezes chamado de esquerdistas brasileiros que apoiam o regime liberal social do Presidente Lula da Silva não obstante a sua adopção de economia de mercado livre, no Fórum Social Mundial 2002. Ele também apelou aos movimentos sociais latino-americanos para apoiar uma série de regimes pró-capitalista nos países latino-americano, apesar da sua defesa do investimento estrangeiro, banqueiros e agro-exportador minerais.

Estas experiências dos governos revolucionários, chamados radicais, que instou seus colegas a trabalhar com regimes revolucionária ideológica, e não abandonar a luta, geralmente têm tido consequências catastróficas: o Kuomintang de Chiang Kai-Shek traiu o Partido Comunista, massacrou a maior parte da sua Trabalhadores e empurrados para as montanhas do interior. Em vista de todos, o indonésio jurídica e seus simpatizantes comunistas e famílias vítimas de 500.000 a um milhão de mortes por um golpe quando a CIA derrubou Sukarno. Os comunistas do Vietnã do Sul que queriam participar na política eleitoral foram assassinados ou encarcerados, e, em última instância, aqueles que sobreviveram foram obrigados a retornar para a guerrilha luta clandestina.

Os reformistas dos sistemas eleitorais que chegou ao poder em latim Américas têm resgatados capitalismo de crises da década de noventa, já desmobilizados e de ter deixado em aberto as portas para o ressurgimento do direito dura em quase todo o continente.

No caso da Colômbia, aparentemente, da Venezuela Presidente Chavez optou por ignorar a experiência passada das FARC na sua tentativa de mudar a luta armada para a política eleitoral. Entre 1984 e 1989, milhares de guerrilheiros FARC abandonado armas e aderiram à campanha eleitoral. Os candidatos que foram eleitos deputados, homens e mulheres, foram dizimados pelos esquadrões da morte do exército colombiano, paramilitares e de exércitos privados da oligarquia. Eles mataram mais de 5.000 dirigentes e militantes das FARC. Não é realmente surpreendente que Chavez convite a aderir ao processo eleitoral na Colômbia, o regime mais sangrento e vicioso violador dos direitos humanos na história recente?

Então, por que razão os líderes radicais que levou lutas armadas, uma vez colocados em seus escritórios, pediu para abandonar os seus homólogos revolucionário guerrilha e participar em processos eleitorais em que eles prometem tão duvidosa?

Existem diversas explicações em momentos diferentes de explicar o que aparece como uma meia-volta (meia-volta) político.

A explicação moral



Alguns críticos da meia-volta explicar a mudança devido a uma "degeneração moral": líderes autocratas tornar-se burocráticos e apenas visam consolidar poder nos seus próprios países. Esta é a posição comum adoptada pelo esquerdo oposição às políticas de Stalin, em termos de políticas sobre a revolução russa china. A favor da meia-volta na China disseram que era reconhecimento da "nova era" e "objectivo de oportunidades" em todo o mundo, e argumentou que o advento da revolução mundial anti-após a II Guerra Mundial criou uma simetria objetivos entre os nacionalistas e os comunistas que iria evoluir ao longo do tempo no sentido de um estado não-capitalista.

Estas alianças frágeis levou à divisão do regime e emergentes regimes de "homens fortes" da extrema-direita, sugerindo que este argumento teve uma duração limitada. Havia, e ainda emergente, muitas variações de explicações de política meia-volta, mas qualquer explicação histórica estrutural deve contar com a diferença entre um movimento revolucionário de poder e de um caminho revolucionário liderança que ele já tem.

No segundo caso, a situação revolucionária, em geral, se confronta com um ambiente hostil, pressões e intervenções militares, económicos e diplomáticos boicotes isolamento dos Estados imperialistas e seus clientes. Neste contexto, radical ou revolucionária regime tem uma série de opções políticas para melhorar o seu posicionamento internacional, que vão desde o apoio declarado de movimentos de oposição radical estrangeiros tenta mostrar moderação, conciliação e de alojamento dos assuntos imperial. Muitos fatores influenciam a política externa dos regimes revolucionário. É provável que um avanço político, nos seguintes casos:

1) Os movimentos revolucionários e estão a alargar portend um sucesso inicial, quer nos derrubar pró-imperialista ou clientes para pôr em marcha um governo progressivamente favorável.

2) O regime revolucionário chegou ao poder, enfrenta uma ameaça militar iminente para a sua consolidação e o resultado será "tudo ou nada".

3) O regime revolucionário enfrenta um sólido bloco de intransigentes oposição liderada por potências imperialistas que não mostram vontade de negociar um acordo de coexistência nem estão dispostos a assumir qualquer compromisso.

Em contrapartida, os revolucionários regimes são mais susceptíveis de renunciar ou minimizar as ligações com movimentos revolucionários estrangeiros se:

1) Não há possibilidades concretas de manter relações diplomáticas e comerciais, bem como de intercâmbio e de investimento com regimes capitalistas.

2) Os movimentos radicais estão em declínio e perderem o seu apoio ou são ofuscados pelos partidos que a promessa eleitoral reconhecimento e melhores relações.

3) As mudanças sócio-econômicas no interior do estado evoluir para um revolucionário convénio com os investidores locais e estrangeiros emergentes cujo crescimento futuro depende de parcerias com as empresas estrangeiras elites e uma dissociação das forças radicais anti-capitalistas.

Na prática, em diferentes momentos e lugares, as duas posições polares são combinadas de acordo com uma série de circunstâncias atenuantes. Por exemplo, o regime revolucionário pode exercer uma posição de acomodar grandes capitalistas regimes economicamente significativo, e continuar a apoiar movimentos revolucionários nos países capitalistas mais pequenas e menos significativos.

Em outros casos, o regime revolucionário pode ser divorciada do movimento revolucionário de diversificar seus mercados e de intercâmbio, e, ao mesmo tempo, continuam a manifestar uma "retórica revolucionária" para consumo interno e para manter a lealdade dos movimentos reformistas no estrangeiro.

A política externa, revolucionárias ou não, é uma prerrogativa do corpo diplomático, o que muitas vezes têm muitos profissionais que não têm uma postura revolucionária e são remanescentes de pré-revolucionário vezes. Sua maneira de entender a política externa é o de usar os laços e relações com os seus homólogos anteriores elites capitalistas e as empresas do seu país. Portanto, em geral, estão em constante "estado de negociação", imune à revolucionária dinâmica interna e procurar maximizar os laços diplomáticos e de minimizar os vínculos externos com movimentos revolucionários que o compromisso seu relacionamento quotidiano com os homólogos estrangeiros.

Governo e partidos: Solidariedade e os "interesses do Estado"

É possível imaginar uma situação em que um governo revolucionário leva a cabo uma política de acomodação moderada, enquanto o partido, partidos ou movimentos que apóiam o governo revolucionário expressa a sua solidariedade para com os partidos e movimentos revolucionários no exterior. Isto implica que o Estado eo partido se apoiem mutuamente, mas são independentes em termos de política e de organização. Esta dualidade é possível se o partido decidir as suas políticas através dos seus próprios fóruns de discussão, em consulta com os seus membros, e não é um "cinturão" do Estado e do seu executivo.

Infelizmente, a grande maioria dos casos, o Estado e os partidos tendem a fundir, líderes partidários e os movimentos sociais de massa tomar posições no governo, o movimento perdeu sua autonomia e tornar-se mecanismos para implementar a Membro políticas. Assim, as manobras diplomáticas do Ministério dos Negócios Estrangeiros invalidar os princípios da solidariedade do partido e dos movimentos revolucionários, reduzindo-as a um resumo retórica irrelevante.

Embora o período pós-revolucionário Estado tem a responsabilidade de assegurar a segurança quotidiana, do emprego e da oferta de fornecimentos necessários para o povo e, por conseguinte, encontrar formas de lidar com regimes existentes para alcançar este objectivo, partidos e movimentos revolucionários ter como um dos seus principais objectivos o aprofundamento e alargamento das mudanças revolucionárias incluídos em seus programas.

Em outras palavras, há uma inevitável tensão entre as "razões de Estado" e "programa revolucionário" movimentos de massa. Com a consolidação do estado pós-revolucionário, a tendência prevalecente na classe dominante é a de estabilizar as relações externas. Isso inclui dois processos: a limitação do partido revolucionário para um apoio moral aos seus homólogos no exterior, ea sua disassociation estrangeiros com movimentos revolucionários. A retórica revolucionária, radical e internacional continuará a ser um ritual no aniversários de vitórias históricas, heróis e revolucionários queixas contra agressores imperialistas imediata, enquanto a assinatura de todos os acordos com os regimes capitalistas. Quando os países capitalistas estabeleceu acordos diplomáticos, económicos ou políticos sistemas com um regime revolucionário, descreve seus novos parceiros "progressistas" são parte de uma nova onda de governos "anti-imperialista" ou "independentes". A mais notável destas novas definições dos sócios capitalistas, económicas ou diplomáticas, que não se baseia em qualquer mudança estrutural, a propriedade ou classe, até mesmo em qualquer tipo de ruptura nas relações com os países imperialistas. A mudança na política rótulo ocorre quase exclusivamente como um resultado da política externa do país com o regime revolucionário.

Venezuela: o paradoxo de mudanças revolucionárias e de política externa conservadora

O governo Chávez tem uma política praticada pela grande maioria dos líderes revolucionários ou radicais que enfrentaram anteriormente hostis potências imperialistas, adoptando políticas sócio-económicas radicais para enfraquecer os aliados internos do império, ao mesmo tempo que procura externa aliados diplomáticos entre regimes capitalistas e reformistas até conservadores. Chávez tem apoiado o regime neo-liberal de Lula no Brasil (e tem chamado popular para os movimentos sociais para que façam o mesmo), mesmo quando o ex-líder sindical drasticamente reduzidas pensões dos funcionários públicos, instituiu um pacto de estabilidade a partir do FMI e favorecido agro-exportadores minerais mais do que a trabalhadores rurais sem terra.

Chavez também apoiado financeiramente para o regime de Kirchner na Argentina através da aquisição de obrigações do Estado, mesmo quando esse regime se recusou a desafiar a privatização ilegal da 90, mantém as desigualdades socioeconômicas do passado e se recusou a reconhecer juridicamente independentes sindicais Confederação dos Trabalhadores Argentinos (CTA). Para Chavez, o principal factor foi a oposição da Argentina E.U. a uma intervenção contra a Venezuela e à recusa de integrar na ALCA, patrocinado por os E.U..

Chavez em matéria da política externa da Colômbia, o principal aliado político e militar dos E.U. na região, tem alternado a reconciliação ea rejeição imediata, em função de ameaças à soberania venezuelana. Os pontos de conflito se em torno de vários flagrante intervenção na Colômbia na Venezuela: em 2006, o exército colombiano seqüestrado na baixa de Caracas, um cidadão venezuelano de origem colombiana, representando as relações externas das FARC. Anteriormente, o exército venezuelano detido 130 membros das forças armadas paramilitares colombianos na Venezuela, menos de 100 quilômetros da capital. Na sequência da detenção, Venezuela brevemente suspensos os laços económicos, mas foram prorrogadas por ocasião de uma reunião logo após amigável depois de uma reunião diplomática entre o presidente dos esquadrões da morte da Colômbia, Uribe e Chávez.

Depois, em 2008, quando Chávez tentou mediar uma libertação de prisioneiros e paz abrir negociações entre as FARC eo regime Uribe, lançou um ataque militar contra o assassino negociador das FARC grupo criado na fronteira do Equador. Confrontado com o delito de Uribe e sua violação da soberania do Equador na prossecução dos guerrilheiros, Chavez foi obrigado a denunciar Uribe, mobilizar as forças armadas venezuelanas e apresentar a questão perante a Organização dos Estados Americanos. Uribe lançou uma ofensiva diplomática argumentando que um computador da guerrilha, realizado durante o ataque, continha elementos de prova de Chavez da relação com as FARC.

Mais tarde, Uribe e Chávez negociou um acordo temporário, baseado em um entendimento mínimo, que Uribe irá abster-se de futuro transfronteiriço de ataques militares. Neste contexto de espadas erguida e tensões diplomáticas, Chávez optou por denunciar publicamente as FARC, colocar uma distância entre o seu governo e da esquerda revolucionária e pedir a ela para fazer um desarmamento unilateral simpatia diplomáticas da Colômbia, Europa e Estados Unidos. Claramente, Chavez acreditavam que ele poderia apaziguar Uribe para reduzir as ameaças para a fronteira da Venezuela e Colômbia reduzir a probabilidade de que iria dar E.U. uso do seu território fronteiriço como uma base para o lançamento de uma invasão.

A decisão por Chavez foi profundamente influenciado pelo enfraquecimento político e militar das FARC nos últimos cinco anos, promovem o exército colombiano e do cálculo que a eficácia das FARC como um contrapeso Uribe foi drasticamente. Neste contexto, Chávez provavelmente considerado o mais importante detente diplomáticas com os E.U.-apoiada Colômbia solidariedade que qualquer passado ou futuro táticas recuperação das FARC. De um modo geral, quando os governos percebem revolucionários ou enfrentar uma situação de enfraquecimento, derrotou movimentos revolucionários no exterior e as ameaças crescentes políticas de potências imperialistas e seus satélites, são mais propensos a construir pontes diplomáticas com centrista de direita ou de regimes. Para conseguir o apoio diplomático, muito mais natural para construir a confiança é sacrificar qualquer identificação com a esquerda radical, incluindo o público repúdio de qualquer iniciativa extra.

Uma vez que as crises econômicas dos anos noventa, Cuba tem estabelecido relações diplomáticas e económicas estreitas com todos os países das Américas América (incluindo a Colômbia), tem todos os movimentos de oposição ea guerrilha tenha renunciado a criticar os regimes de centro-direita, excepto aqueles que ele atacou publicamente como aconteceu com os clientes, como a ex-U. S. Presidente Fox do México e da sua ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros, Jorge Castaneda, um conhecido porta-voz da CIA e os exilados cubanos em Miami.

Conclusão

Os dilemas do governo revolucionário giram em torno do problema da gestão do Estado, o que significa a maximização das relações económicas e diplomáticas internacionais para desenvolver a economia e defender a sua segurança em um mundo imperialista fim, ao mesmo tempo que vive em harmonia com a sua ideologia revolucionária e de solidariedade com os movimentos populares no mundo capitalista. A diminuição dos riscos de solidariedade quando novos regimes ou poder vir a esquerda ascendendo movimentos populares. Os riscos são maiores quando resurge e do direito montantes.

O dilema é agudo porque o Estado e os revolucionários partido revolucionário estão intimamente ligados e bem identificada: o partido é liderado pelo presidente do estado e existem sobreposições em todos os níveis entre os funcionários e membros do governo e de partido, assim como as actividades do passado reflectem as prioridades do governo. Nos casos em que não há espaço independente entre o Estado e os partidos, os movimentos necessários para as políticas diplomáticas de todos os dias minar a possibilidade de que o partido (com base em seus princípios e deliberações internas) pode agir de forma independente em apoio das suas congéneres internacionais. Em vez disso, a existência de um partido revolucionário independente, que apoia a situação, mas tem a sua própria vida interna, poderia resolver o dilema, dando prioridade para o tipo de solidariedade, na sua "política externa". Ao rejeitar o papel de correia de transmissão da política externa do governo, o partido revolucionário iria funcionar paralelo ao Estado, que exerce a sua oposição ao imperialismo e os inimigos da classe internamente, mas seria externa independente para escolher as alianças e táticas.

Dada a composição diferente da burocracia e do corpo diplomático da política externa e à base de massas do partido revolucionário radical, essa separação de Estado e de movimentos reflectem a classe política e as diferenças inerentes entre um corpo diplomático formada sob regimes anteriores e reaccionário habituado a modos convencionais de operações e radicalizou populares ativistas, forjada na luta de classes e utilizado para troca de idéias com os revolucionários em fóruns internacionais no estrangeiro.

Os riscos de dependência diplomática aliados capitalistas frágeis e pouco fiáveis alojamentos temporários arriscadas, que têm de ser ponderados com os ganhos de solidariedade e de apoio dos partidos e movimentos de massa, em oposição envolvidos no comércio extra-político.

Original em Inglês: http://petras.lahaine.org/articulo.php?p=1741&more=1&c=1

Ulisses Polanco e Juarez Caty R. pertencer a rebelião coletiva, Cubadebate e Tlaxcala. Esta tradução pode ser reproduzida livremente desde que respeitem a sua integridade e de mencionar o autor e tradutor na fonte.