BLOQUE ZONA LIVRE em Construção

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domingo, 20 de setembro de 2009

Richard Gott

Publicado primeiro: http://www.brasildefato.com.br/

Correspondente do diário inglês The Guardian, presente na Bolívia em 1967, Richard Gott testemunhou a campanha guerrilheira de Che e denunciou a participação da CIA no assassinato do revolucionário


Claudia Jardim
de Caracas (Venezuela)

EM 8 DE outubro de 1967, quando o Exército boliviano capturou Che Guevara, para executá-lo um dia depois, Richard Gott, à época correspondente do diário inglês The Guardian, foi um dos poucos jornalistas a presenciar os fatos relacionados com a morte do guerrilheiro.
Gott, que havia viajado à Bolívia para reportar a campanha guerrilheira de Guevara, também foi testemunha da participação da CIA (agência estadunidense de inteligência) no operativo de captura e assassinato de Che.
Sobre Félix Rodríguez, um dos principais agentes da CIA nessa operação, Richard Gott escreveu dia 10 de outubro de 1967: “Era um homem muito nervoso e olhava furioso cada vez que uma câmera se dirigia a ele. Ele sabia que eu sabia quem ele era, e sabia também que ele não deveria estar ali”.
Gott viveu na América Latina durante décadas e conta quem era o Che que hoje se converteu em um símbolo pop. “Ele levou os poemas de Pablo Neruda na mochila, mas sua música favorita era o som das metralhadoras.” Nos 40 anos da morte do guerrilheiro, Gott concedeu essa entrevista exclusiva ao Brasil de Fato.

Brasil de Fato – Como o senhor se aproximou da história que culminou no fim da guerrilha e na execução de Che Guevara?
Richard Gott – Guevara, em seu último artigo, publicado em 1967, pediu aos revolucionários para que criassem “dois, três, vários Vietnãs”. Decidi sair da minha base em Santiago do Chile e passei o mês de agosto viajando pela Bolívia, tratando de descobrir se este país estava pronto para ser “o próximo Vietnã”. Regressei à Bolívia no final de setembro. Me reuni brevemente com alguns oficiais bolivianos em Vallegrande, quando me informaram sobre uma iminente captura de Guevara. Também visitei um acampamento que os EUA mantinham fora de Santa Cruz para treinar os soldados bolivianos com técnicas antiguerrilheiras.

Quando soube da captura de Che?
Foi na tarde do domingo, 8 de outubro, que um oficial estadunidense me informou que Guevara havia sido capturado em La Higuera. Dirigi durante toda a noite até Vallegrande e cheguei na manhã de segunda-feira bem cedo no local para onde seria levado Guevara. Enquanto esperava, me chamou a atenção a presença de um homem vestido com roupa militar. Evidentemente não era um boliviano. Mais tarde, os oficiais bolivianos me explicaram que se tratava de um assessor da CIA. Finalmente, às cinco da tarde, chegou o helicóptero que trazia Guevara. Seu corpo estava em uma maca que tinha sido amarrada junto à base de aterrissagem da aeronave. Era evidente que o agente da CIA (Félix Rodríguez) se encarregava de todos os procedimentos. Falava inglês e espanhol fluentes, e estava visivelmente incomodado porque ele sabia que eu o havia identificado.

Como foi o momento em que os militares bolivianos apresentaram o corpo de Che Guevara?
Pouco tempo depois foi possível ver o corpo de Guevara em uma das lavanderias do hospital local. Neste momento eu estava bastante apreensivo. O fato de haver identificado o agente da CIA me fez temer que ele pudesse me prender. Permaneci perto do corpo de Guevara observando aquela pequena multidão de soldados, freiras e camponeses que começavam a chegar. Havia alguns jornalistas presentes, mas eu era a única pessoa naquele lugar que já tinha visto Guevara com vida, e podia certificar que verdadeiramente aquele corpo era do Che. Eu o havia conhecido em Havana quatro anos antes, em 1963. A maioria dos correspondentes estrangeiros chegaram no dia seguinte, quando o corpo de Guevara já havia sido limpo e as famosas fotografi as foram tiradas. Durante a noite, tive que viajar a Santa Cruz para enviar minha reportagem. No caminho, escutei o serviço da BBC World sobre a notícia de que Guevara havia sido capturado e morto. Foi neste momento que me dei conta do desastre e da tragédia que eu havia testemunhado. Até aquele momento, eu estava excitado com a perspectiva do “furo” jornalístico. A partir de então, passei a refletir sobre as implicações políticas relacionadas à morte do Che.

Neste período os EUA negavam qualquer participação no combate à guerrilha boliviana. Como reagiram os estadunidenses à publicação da sua reportagem que denunciava a participação da CIA?
Os EUA ignoraram a reportagem. Conforme um acordo de intercâmbio, o jornal Washington Post poderia utilizar o material impresso no The Guardian e vice-versa. Nesta ocasião, eles ignoraram minha história. O New York Times publicou uma extensa matéria da Reuters em que todas as referências sobre a presença da CIA haviam sido suprimidas. A história não foi reconhecida, nem mencionada, pela grande imprensa estadunidense até um ano depois.

Durante o tempo em que percorreu a Bolívia, como o senhor avaliou a situação da campanha guerrilheira de Che entre os bolivianos?
Viajei pela Bolívia em 1967, no período final da campanha guerrilheira de Guevara. Eu sabia que naquele momento, as forças de Guevara estavam divididas e sua maioria estava isolada do mundo exterior. Grande parte dos simpatizantes da guerrilha nas cidades haviam sido detidos e as minas de estanho do Altiplano – a principal área de mobilização da esquerda política – estavam sob toque de recolher. Ao mesmo tempo, muitos dos benefícios conquistados pelos camponeses depois da reforma agrária de 1953 haviam desaparecido. Em algumas regiões, os velhos latifundiários haviam retomado suas propriedades.

Quem era o Che e de que maneira se transformou em uma figura romântica, um símbolo pop?
Guevara era, antes de mais nada, um revolucionário de jornada completa. Ele levou os poemas de Pablo Neruda na mochila, mas sua música favorita era o som das metralhadoras. Diferentemente dos teóricos socialistas mais recentes, Guevara depositou sua confiança em indivíduos, mais do que nas massas. Após sua morte, Guevara se converteu em uma figura revolucionária de usos múltiplos, um símbolo de uma rebelião adolescente. Ele tem sido neutralizado na figura de um ídolo pop, típico da degradação cultural das sociedades ocidentais. Na vida real era um revolucionário genuíno que acreditava na necessidade de transformar a sociedade e pensava que isso poderia ocorrer por meio da guerra de guerrilhas.

Quarenta anos depois, o Che passou a ser uma das referências de governos latinoamericanos como a Venezuela, Equador e Bolívia. O que isso representa?
Guevara foi parte e partícipe da revolução cubana de 1959, o acontecimento mais significativo da história latino-americana desde as guerras de independência do século 19. Dessa maneira, Guevara se converteu em um exemplo permanente da possibilidade de transformação radical. A América Latina se inclina à esquerda no início do século 21, e é inevitável que sua bandeira revolucionária outra vez seja reconhecida pelos governos que buscam a transformação de seus países. Que o Che seja homenageado na Bolívia de hoje, 40 anos depois, sem dúvida, é um motivo de alegria.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Feliz Aniversário Comandante Fidel Castro

Bolívar lanzó una estrella que junto a Martí brilló,
Fidel la dignificó para andar por estas tierras.



domingo, 19 de julho de 2009

19a. Parte: Reflexiones Sobre Las Revoluciones Interrumpidas


por Florestan Fernandes


Los requisitos de la acumulación capitalista (y, por lo tanto, de la aceleración del desarrollo económico y de la explotación dual) son también los requisitos de la sustitución de las clases dominantes por clases verdaderamente revolucionarias o, en otraspalabras, por el advenimiento de una revolución que no se extinguiráa nivel político. Aun aquí el paralelismo cubano es relevante.

La Revolución Cubana revela la naturaleza íntima de la revolución en avance, que tiene que disgregar y destruir todo el orden preexistente hasta el fondo y hasta el fi n, para echar las bases de la formación y de la evolución históricas de un nuevo patrón de civilización. Los portugueses, los españoles, sus sucesores en el condominio del Estado capitalista “oligárquico” o “autocrático” y sus poderosos aliados imperiales no podrían realizar esa misión. Modernizando, transfi riendo o innovando, ellos estaban reproduciendo el pasado en el presente, creando un futuro que no contenía una auténtica historia propia, un genuino proceso civilizador original. Éstos sólo podrían brotar tardíamente, en función del surgimiento de clases dominantes revolucionarias salidas de la masa de toda la población y representantes de toda la población.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Passagens da Guerra Revolucionária - Pino del Agua II

Por Cmte. Ernesto Che Guevara

Pino del Agua Estava defendida pela companhia do capitão Guerra, muito bem entrincheirada e fortificada. É o ponto mais avançado sobre a Serra Maestra. O objetivo do ataque não era tomara a serraria, senão estabelecer um cerco que obrigasse o exército a mnadar tropas em sua ajuda.

Às cinco e trinta da manhã do dia 16 de fevereiro iniciaram o ataque forças da quarta coluna, sob o mando do capitão Camilo Cienfuegos. O ataque foi levado em forma tão violenta que tomaram-se os postos sem nenhuma dificuldade ocasionandoao inimigo oito mortos, e vários feridos. A partir desse momento se intensificava a resistência inimiga.

Não realizou-se em Pino del Agua o total do ambicioso plano concebido pelo Estado Maior de nosso exército, mas se obteve uma vitória completa sobre o exército , destruindo ainda mais sua já claudicante moral de combatente; e demonstrando à nação inteira a força crescente da Revolução e de nosso exército revolucionário, que se dispõe a baixar à planície e continuar sua série de vitórias.

domingo, 7 de junho de 2009

Moral comunista y hombre nuevo


Che Guevara
el sujeto y el poder

, por Néstor Kohan

Rompiendo definitivamente con la visión materialista vulgar tan presente en pretendidos custodios de "la ortodoxia", que interpreta el marxismo como una ideología modernizadora unilateralmente asentada en las fuerzas productivas y la producción material, Guevara considera que "Marx se preocupaba tanto de los factores económicos como de su repercusiónen en el espíritu. LLamaba a esto 'hecho de conciencia'. Si el comunismo se desinteresa de los hechos de conciencia, podrá ser un método de distribución, pero no será jamás una moral revolucionaria"18.

En ningún momento el Che aceptaba la habitual visión dicotómica que confundía la célebre metáfora edilicia ("estructura-superestructura") del prólogo de 1859 a la Contribución a la crítica de la economía pólítica con una explicación acabada de la totalidad social, recluyendo la conciencia y la moral al mero reflejo de la estructura productiva. Esa visión dicotómica e ingenuamente "productivista" conducía en el período de la transición socialista - cuando se discutían las vías estratégicas para llegar al comunismo- a consecuencias trágicas para los revolucionarios anticapitalistas. El evidente desprecio con que los regíme burocráticos del Este trataron los problemas de la moral revolucionaria y los de la hegemonía le dan retrospectivamente la razón a Guevara.

Fue precisamente Antonio Gramsci quien más se preocupó por el evidente retraso en el desarrollo de las llamadas "superestructuras" durante la transición socialista. Esta preocupación común entre Guevara y Gramsci -aun reconociendo el vocabulario menos rico y más simple que el argentino empleaba en comparación con el del italiano- se puede encontrar en el énfasis que el primero puso en el desarrollo del comunismo como una nueva moral y una nueva manera, no sólo de distribuir la riqueza social, sino también de vivir, y en el tratamiento gramsciano de la revolución socialista como una gran reforma intelectual y moral que 'eleve a las almas simples' y construya -junto a las transformaciones económicas y políticas- una nueva hegemonía y una nueva cultura. Un proyecto todavía por realizar.

En tiempos como los nuestros, cuando la guerra entre los poderosos y los revolucionarios ha tomado como terreno de disputa a la cultura, la perspicacia de aquellas iniciales advertencias de Gramsci y del Che se han vuelto más actuales que nunca. Sin atender en primer lugar a los problemas de la ideología, los valores y la cultura jamás habrá socialismo. El régimen capitalista lo sabe y ejerce mediante sus complejos de industria cultural un bombardeo sistemático sobre las conciencias, que no por grosero se torna menos efectivo. Hay que convencer a todos y en todo momento que el socialismo es a lo sumo una bella idea pero absolutamente impracticable. El único modo posible de vivir es el de Hollywood, el Mc Donalds y Beberly Hills. Más allá está "el enemigo", aquellos "chicos malos" contra los cuales hace treinta años peleaba el Pato Donald en las historietas de Disney.

Para Guevara, los problemas de la cultura, estrechamente ligados con los de la conciencia, no son un mero reflejo pasivo y secundario de la producción material ni un apéndice subsidiario de la "locomotora económica" de las fuerzas productivas. Por el contrario, los problemas de la nueva cultura, de los nuevos valores, de una nueva hegemonía y en definitiva, de una nueva subjetividad histórica -que eso y no otra cosa es su "hombre nuevo"- son esenciales para la construcción de una sociedad cualitativamente distinta a la mercantil capitalista.

El Che, que probablemente ni se haya imaginado la fragilidad y rapidez con que desapareció el mundo y las potencias del Este, no se había equivocado al señalar los peligros. No ahora que están a la vista sino en los momentos de "auge económico" y triunfalismo político. Había que ver lejos y él lo hizo. No por genialidad sino porque había utilizado las herramientas metodológicas del marxismo de manera creadora, sin los moldes de la cristalización mental.

Su apasionado rescate del Marx humanista que prioriza el tratamiento de los "hechos de conciencia" junto a la consideración de los procesos productivos está basado en la lectura de los Manuscritos de 1844. Si bien es cierto que la corriente historicista de la praxis rechazaba todo humanismo especulativo de corte existencialista, tomista o neokantiano, al mismo tiempo rescataba junto a la construcción científica de El Capital, el análisis humanista del Marx juvenil.

Refiriéndose a los Manuscritos, sostiene Guevara que "incluso en su lenguaje el peso de las ideas filosóficas que contribuyeron a su formación se notaba mucho, y sus ideas sobre la economía eran más imprecisas. No obstante Marx estaba en la plenitud de su vida, ya había abrazado la causa de los humildes y la explicaba filosóficamente, aunque sin el rigor científico de El Capital"19. Es decir que en su óptica la problemática filosófica del joven Marx carece del instrumental científico que aportará la investigación de El Capital, pero delinea ya la dirección en la que se moverá su pensamiento maduro. Agregaba entonces que en los Manuscritos Marx "pensaba más como filósofo y, por tanto, se refería más concretamente al hombre como individuo humano y a los problemas de su liberación como ser social".

Si esta es la visión global de Guevara sobre el joven Marx, no cambiará su óptica cuando se refiera a la madurez y a su elaboracióin científica: "En El Capital Marx se presenta como el economista científico que analiza minuciosamente el carácter transitorio de las épocas sociales y su identificación con las relaciones de producción". Una vez caracterizado el corpus teórico de la madurez como "científico" Guevara insiste en diferenciarse de las lecturas neopositivistas del marxismo afirmando que "el peso de este monumento de la inteligencia humana es tal que nos ha hecho olvidar frecuentemente el carácter humanista (en el mejor sentido de la palabra) de sus inquietudes. La mecánica de las relaciones de producción y su consecuencia; la lucha de clases oculta en cierta medida el hecho objetivo de que son los hombres los que se mueven en el ambiente histórico". Aquí está conjugado y resumido el eje que explica la acusación elíptica que Louis Althusser le dirige en Para leer El Capital. Sí, Althusser sabía de que se trataba.

17Cfr."El socialismo y el hombre en Cuba". Op. Cit.p.13.Sánchez Vázquez ha intentado mostrar como este cuestionamiento explícito al realismo socialista estaba en perfecta coherencia con su concepción humanista y praxiológica del marxismo. Cfr. Sánchez Vázquez: "El Che y el arte". En Casa de las Américas N°169, año XXIX, julio-agosto de 1988. p.123-128 y también "El socialismo y el Che". En Casa de las Américas N°46, octubre de 1967. 18Cfr.Guevara: "El comunismo debe ser también una moral revolucionaria". Entrevista concedida a Express. Obra Citada.p.243. 19 Cfr.Guevara: "Sobre el sistema presupuestario de financiamiento". En El socialismo y el hombre nuevo. Obra citada.p.270.