BLOQUE ZONA LIVRE em Construção

BLOQUE ZONA LIVRE em Construção

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Passagens da Guerra Revolucionária - Altos de Conrado

, por Cmte. Che Guevara

Os dias seguintes do combate de Mar Verde foram de febril atividades, oconvencimento de que ainda nossas forças não tinham a capacidade combativa suficiente e para organizar lutas contínuas ou cercos eficazes, nem para resistir ataques frontais, fazia que se extremassem as precauções no Vale de El Hombrito.

Quatro ou cinco dias depois do encontro de Mar Verde, se deu a ordem de alarme de combate, avançavam as tropas de Sánchez Mosquera pelo caminho lógico, e que vai diretamente de Santa Ana a el Hombrito. Avisou-se imediatamente às emboscadas e se checaram as minas. Estas primeiras minas fabricadas por nós tinham uma rudimentar espoleta feita com uma mola e um prego que, ao liberar-se, impelido pela mola golpeava o detonador, porém, não tinham funcionado na emboscada de Mar Verde, e esta vez, também pouco funcionaram.

Retiramo-nos lentamente pelo caminho que vai na direçao de altos de Conrado. O lugar era magnífico para fazer uma emboscada, ali somente podia-se chegar por três estreitas sendas ondulantes pelos firmes das colinas, muito arborizados e, portanto, muito fáceis de defender, todo o resto está definido por rochedos abruptos e por ladeiras igualmente abruptas, sumamente difíceis de escalar.

Num lugar onde há uma pequena furna, o caminho se abre. Ali preparavam as condições para resistir o ataque das forças de Sánchez Mosquera. E também desde o primeiro dia, no fogão da casa, colocamos duas bombas com seus estopins, a armadilha era muito simples se nos retirávamos provavelmente eles ficariam na casa e usariam o fogão. No meio das cinzas, cobertas totalmente por elas, estavam as duas bombas, calculávamos que o calor do fogo ou alguma brasa que se pusesse em contato com os estopins, as faria estourar fazendo uma boa quantidade de baixas, mas, naturalmente, esse era o recurso posterior, primeiro havia que lutar nos Altos de Conrado.

Ali estivemos pacientemente esperando, durante três dias, fazendo guardas constantes as 24 horas. As noites eram muito frias e úmidas a aquelas alturase naquela épocado ano, realmente, nem tínhamos a preparaçao necessária nem o hábito de passar toda a noite em posiçao de combate à intempérie.

Meu posto estava a uns vinte metros em uma posição oblíqua, atrás de um tronco que me protegia a metade do corpo e apontando diretamente à entrada da estrada onde vinham os soldados. Alguns companheiros e eu não podíamos olhar no primeiro momento, pois estávamos num lugar descampado e seríamos visiveis; deviámos esperar que Camilo abrisse fogo.entrevendo, contra a ordem que eu mesmo tinha dado, pude apreciar esse momento tenso antes do combate em que o primeiro o primeiro soldado apareceu olhando desconfiado a um e outro lado e foi avançando lentamente. De verdade, tudo ali cheirava a emboscada, era um espetáculo estranho a paisagem, o espaço descampado com um pequeno manacial corria constantemente, no meio da exuberância da floresta que nos rodeava. Escondi a cabeça esperando o começo do combate; soou um disparo e em seguida se geralizou o fogo. Depois inteirei-me que nao tinha sido Camilo o que disparou; Ibrhim, nervoso pela espera, disparou antes do tempo e em poucos instantes tinha-se generalizado o tiroteio, embora, na realidade de cada posto de observação se podia ver muito pouco. Nossos tiros isolados com pretensões de levar a morte em cada um e os disparos da soldadesca, dilapidados em longas rajadas, “juntavam-se, mas não se misturavam“, reconhecendo-se num e outro ruído a identidade de quem os fazia. Aos poucos minutos, cinco ou seis, se sentiu sobre nossas cabeças os primeiros assovios de morteirosou bazucas que disparavam os soldados, mas que passavam de longe.

De repente senti a desgradável sensação, um pouco como de queimadura ou da carne dormente, sinal de um balaço no pé esquerdo que não estava protegido pelo tronco. Acabava de disparar com meu fuzil, simultaneamente com a ferida ouvi o estrépito de pessoas que avançavam rapidamente sobre mim, partindo ramas, como a passo de carga. O Fuzil não me servia, pois acabava de disparar, a pistola, ao estar estirado no chão tinha caído, ficando debaixo do corpo e nao podia levantar-me porque estava diretamente exposto ao fogo do inimigo. Revolvendo como pude, com desesperada celeridade, cheguei a empunhar a pistola no mesmo momento em que aparecia um dos nossos combatentes de nome Cantinflas. Sobre a angústia passada e a dor da ferida, interpunha-se de repente o pobre Cantinflas, dizendo-me que se retirava porque seu fuzil estava encasquilhado. O tomei violentamente das mãos enquanto se agachava a meu lado e examinei seu Garand, somente tinha o clipe levemente de lado e isso tinha entravado. Eu o compus com um diagnóstico que cortava como uma navalha: “você o que é um cafageste”, Cantinflas, Oñate de sobrenome, o fuzil e incorporou-se, deixando o refúgio do tronco, para esvaziar seu pente de Garand em demonstração de coragem. Porém, não pôde fazê-lo completo porque uma bala pentrou-lhe pelo braço esquerdo saindo pela omoplata, depois de cobrir uma ciriosa trajetória. Já éramos dois feridos no mesmo lugar e era difícil retirar-nos sob o fogo, tínhamos que deslizar sobre os troncos da tumba e depois caminhar debaixo deles, feridos como estávamos e sem saber do resto das pessoas. Pouco a pouco o fizemos, mas Cantinflas ia desmaiando e eu, que apesar da dor, podia mover-me melhor, cheguei até onde estavam os demais para pedir ajuda.

Se sabia que tinha alguns mortos entre os soldados, embora nao o número exato. Depois de resgatados os feridos (nós dois)nos fomos afastando até a casa de Polo Torres, dois ou três quilometros Maestra abaixo. Depois de passado o primeiro momento de euforia e a emoção do combate, a dor cada vez era mais intensa impedindo-me de caminhar.

O tiroteio tinha já cessado e nós supusemos que já tinham tomado os Altos de Conrado. Estabelecemos os postos para detê-los na beira de um pequeno arroio no lugar batizado por nós com o nome de Pata de la Mesa, enquanto organizávamos a retirada dos camponeses com suas famílias e enviávamos a Fidel uma comprida carta explicando os fatos.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

12ª Parte - Reflexiones Sobre Las Revoluciones Interrumpidas

, por Florestan Fernandes

El dilema económico de América Latina consiste en que esa óptica burguesa no cuestiona históricamente la forma del desarrollo capitalista, sino que se mira hacia el modelo vigente en determinado momento del desarrollo capitalista (o hacia un modelo idealizado, a través del cual ciertas burguesías lograron su arranque industrial y la constitución de una sociedad de clases capaz de contener y regular el antagonismo central entre el capital y el trabajo). Ahora bien, la forma del desarrollo permitiría cuestionar lo que ya List había descubierto: el país o los países más fuertes tendrían un control del mercado mundial y ventajas crecientes en la acumulación capitalista. Los países que no pretendieran someterse a controles externos coloniales y semicoloniales o que quisieran escapar a una dependencia económica ruinosa tendrían que luchar por su autonomía de desarrollo capitalista. Por su parte, los modelos de desarrollo podían ser compartidos con las economías periféricas. En realidad, para que la colonización se realizara o para que la situación neocolonial y la situación de dependencia produjeran frutos, resultaba imperioso compartir el modelo, por lo menos en la medida y en los límites en que las economías coloniales, neocoloniales y dependientes tuvieran que encajarse en las estructuras y en los dinamismos económicos del centro o de los centros dominantes. Ello no signifi caba que, en determinado momento, alcanzarían el desarrollo de dichos centros, lo igualarían y lo superarían. Porque, en las situaciones coloniales, neocoloniales y de dependencia, esto era imposible (y hasta el día de hoy, según Baran, sólo ha sucedido en los Estados Unidos y en Japón, y por motivos que no son intrínsecos a esas situaciones y tienen que ver con la ruptura política respecto a ellas y su disgregación deliberada, como parte del “cálculo económico racional” y de la “razón política nacional independiente”). Lo que ocurrió en América Latina, a escala universal, fue que los estamentos dominantes y privilegiados prefi rieron optar por la línea más fácil de sus intereses y ventajas, dándoles prioridad total a las soluciones económicas montadas en el período colonial, con todas sus aberraciones. Hicieron el célebre “gran negocio” con referencia a las respectivas naciones en eclosión histórica, alineándose con Inglaterra o con otros países para compartir con esos centros la explotación de sus propios pueblos. Hoy en día está de moda la palabra “cooptación” y se podría decir, blandamente, que “fueron cooptados desde afuera”. Pero esto no sería verdad. En su horizonte intelectual, económico y político, las elites de esos estamentos no veían, colectivamente, en la Nación independiente una salida histórica. Ésta fue arrojada hacia un futuro remoto y se empezó a construir un mundo capitalista neocolonial (que, en unos pocos países, sirvió de base para el fl orecimiento ulterior del capitalismo dependiente).

Esto signifi ca que el dilema económico expresado a través del capitalismo neocolonial y del capitalismo dependiente no fue un simple producto de las corrientes de la historia moderna. Los países europeos (y más tarde los Estados Unidos) no impusieron nada que fuera inevitable. Las fuerzas movilizadas para lucharcontra las dos metrópolis fueron desmovilizadas por los sectores civiles y militares. Esto comenzó a preocupar a aquellas elites de manera sustancial; fue como impedir que la herencia colonial se disgregara, se escabullera entre sus dedos. No se podrá decir que tal opción tendría valor y vigencia para siempre. Sin embargo, hoy en día, bajo el capitalismo monopolista e imperialista, está claro que por sí mismo el desarrollo capitalista no ofrecerá nuevas alternativas a las naciones latinoamericanas que se encuentran en situación neocolonial o en situación de dependencia. Ellas podrán pasar por los períodos de las economías centrales —y esto está ocurriendo en las principales economías y sociedades de la región—, pero esos períodos no podrán reproducir los mismos efectos, porque el contexto histórico, la estructura de la economía, de la sociedad y del Estado, son diversos bajo la forma neocolonial o dependiente de desarrollo capitalista. México, Argentina, Brasil, Uruguay y Chile, sin hablar de los países que no han roto las barreras neocoloniales hasta hoy, por ejemplo, indican claramente todo esto. Cuando prematuramente la presión de abajo hacia arriba se intensifi có de modo revolucionario, la misma fue aniquilada, aplastada, y sirvió de pretexto para modalidades políticas de autodefensa de la burguesía que recuerdan la autocracia y el despotismo. Por otro lado, en la medida en que el período de la formación del proletariado alcanzó mayor madurez y trató de organizarse para desarrollarse como clase independiente, el proceso fue contenido, interrumpido o interceptado por la violencia organizada. En consecuencia, las fuerzas sociales, que podrían funcionar como contrapeso y poner en la escena histórica el problema de la forma del desarrollo capitalista, ni siquiera han podido hacerlo. Las tenazas de la historia son cerradas por las manos de los hombres: los hombres que están en el poder, dentro de las empresas, de las instituciones sociales y del Estado, y que no ven otra cosa a no ser lo que pueden extraer del botín, aliados con socios de varias categorías sociales de adentro y de afuera.

Por tal motivo, elegí el concepto de “transformación capitalista” con el cual trabaja Lukács, y puse el énfasis en los límites que aquélla sufre inevitablemente. No quiero decir con esto que la revolución burguesa haya fracasado, como incluso piensan algunos científi cos sociales de reconocidos méritos, liberales o de izquierda. El punto más grave, que se confi guró en las naciones latinoamericanas de mayor envergadura económica, demográfica y política, es que la revolución burguesa acabó defi niéndose y desatándose por la cooperación con el polo externo y a través de iniciativas modernizadoras valiosas, desencadenadas por el polo externo. El Estado autocrático burguês (o como otros lo prefi eren, el Estado neocolonial, o incluso Estado de seguridad nacional) acabó siendo el eslabón mediador por el cual una revolución que dejó de ser hecha por decisión histórica está caminando por la senda de la modernización dirigida y autocrática y por la transformación de estructuras previamente encauzadas o esterilizadas. En realidad, en la medida en que la forma del desarrollo capitalista no era tocada por los intereses mayores, el nuevo modelo de desarrollo capitalista tenía que conducir en esa dirección. El mismo es internacionalizante por contingencia histórica (la lucha de vida o muerte con las naciones socialistas) y por su dinamismo interno (el capitalismo de la era del imperialismo, que tiende a unificarla autodefensa y la seguridad de la empresa mundial en la esfera de la producción, del mercado y de las fi nanzas). Por lo tanto, la burguesía externa sacudió la apatía y las ilusiones de progreso espontáneo que tenía la burguesía neocolonial y dependiente, y la revolución burguesa se profundizó, literalmente, como una catástrofe histórica. La periferia verdadera del capitalismo monopolista avanzado está siendo construida ahora, en nuestros días. La misma será profundamente modernizadora, provocará transformaciones nunca antes soñadas de la economía industrial y de la sociedad de clases. Empero, para mantener el desarrollo desigual y combinado, en términos de las ventajas estratégicas de las clases burguesas, del centro y de la periferia, tendrá que despojar a la revolución burguesa de los atributos que han defi nido su grandeza histórica en la evolución de la civilización moderna.

10º Parte - REFLEXIONES SOBRE LAS REVOLUCIONES INTERRUMPIDAS

, por Florestan Fernandes

Puede parecer que las pinturas del cuadro descrito son demasiado sombrías. En realidad, ese quadro corresponde por completo a los países que se encuentran en una situación neocolonial y, casi por completo, a los países en los que el capitalismo dependiente cuenta con un mercado interno de bajo dinamismo y con una industrialización incipiente o intersticial. Aun así, la facilidad con que la contrarrevolución burguesa llevó a la implementación de las dictaduras militares, a un Estado autocrático-burgués de contornos bien defi nidos y a una mayor imperialización de las economías latinoamericanas más avanzadas, comprueba que el cuadro también se aplica a los antiguos baluartes del radicalismo burgués, como Argentina, Uruguay o Chile. Ese cuadro es importante para poner a la “interrupción” de la revolución burguesa en su lugar: las “reformas típicamente burguesas” son reversibles o un juego de apariencias. Tomemos la reforma agraria en México: las oscilaciones y los retrocesos habrían sido imposibles si los campesinos y las poblaciones indígenas hubieran dispuesto de medios organizados de lucha de clases. Las clases burguesas no tendrían cómo anular las reformas o las transformaciones en el campo, tomando con una de las manos lo que se habían visto obligadas a entregar con la otra. En defi nitiva, no tendrían la “libertad” de congelar el espacio histórico o de manipular a su antojo el espacio político. O si no, tomemos el paradigma actual de la democracia burguesa: ¿qué representa la riqueza de Venezuela para las clases subalternas y destituidas? ¿Por dónde pasan las reformas típicamente burguesas en ese país, después de que el petróleo garantizara un nuevo tipo de afl encia a las clases burguesas? El ejemplo más dramático, no obstante, es el de Chile. He visto a los campesinos descender en masa de los trenes en Concepción, marchar organizadamente por la ciudad y crear un bramido colectivo de esperanza en el futuro. Enseguida, pude ver cómo el arco se curvaba desde la contrarrevolución burguesa y desde la contrainsurgencia de las naciones capitalistas centrales, dirigidas por los Estados Unidos. ¿Qué otra cosa indican esas situaciones históricas, a no ser que el desarrollo desigual y combinado, en determinadas circunstancias, puede favorecer al polo que frena la historia y conduce el proceso político hacia atrás? Sin liberar a las masas rurales de la servidumbre disfrazada y a los trabajadores agrícolas de la condición real de trabajadores semilibres, el régimen de clases sociales no tiene manera de funcionar normal y constructivamente, porque no es el desarrollo capitalista por sí mismo el que fomenta la “revolución” democrática, la “revolución” nacional y las otras reformas capitalistas. Si las clases trabajadoras no son capaces de unirse y de impedir las regresiones, el desarrollo capitalista puede operar al revés, “acelerando” el enriquecimiento “lícito” e “ilícito” de las clases burguesas nacionales y extranjeras.

La moraleja de esta historia se hace evidente: el congelamiento de la descolonización constituye una ventaja estratégica para la burguesía en la lucha de clases, pues otorga una supremacía permanente a las clases poseedoras, a sus estratos dominantes y a sus elites políticas. Ellos no son perjudicados, sino más bien extremadamente favorecidos por los efectos negativos y destructivos de tal congelamiento. Pueden, incluso, realizar seudorreformas y usar la demagogia más descarada o la propaganda pura y simple, y aun así amarrar a su vagón político a amplios sectores de las masas populares como si fueran autómatas. Por otro lado, si éstas avanzan por dentro de la transformación capitalista y tratan de imponerles a las clases burguesas las reformas más urgentes para sanear el desarrollo capitalista, y llegan a crear, de esta manera, una situación prerrevolucionaria o revolucionaria (“dentro del orden”), aún queda el recurso fácil de la violencia armada. La función del congelamiento de la descolonización es exactamente ésa, en la estrategia de la lucha de clases de los dueños del poder. Alternativamente, está claro que las sociedades latinoamericanas “son poco seguras”. La desestabilización, palabra clave de la contrainsurgencia, está siempre golpeando las puertas del Estado capitalista “débil”: éste no cuenta con el apoyo de la Nación, sino sólo de la parte de la sociedad civil que constituye la Nación del capital. Cualquier desplazamiento en el sistema de opresión y de represión engendra una oportunidad histórica —e incluso sin las condiciones de lucha de clases organizada, “los de abajo” irrumpen en la historia. Ésta es la otra cara de la moneda de la ley del desarrollo desigual y combinado. Hasta el presente, esa ley sólo ha funcionado en Cuba; sin embargo, la prueba fue crucial. Las clases desposeídas avanzaron tan lejos como los revolucionarios y continúan exigiendo más, pues la revolución es permanente. No obstante, las “condiciones de atraso” (es decir, las proporciones en las cuales la descolonización sofocada trabaja contra la masa mayor de la población desposeída) aconsejan una lucha sin cuartel por la movilización de esa masa, por su organización en clases sociales y por el desarrollo de las mismas como clases independientes. Es fundamental que su nivel de compromiso político quede más o menos dentro del orden y de las “reformas burguesas”, especialmente si las clases dominantes demuestran estatura política para salir de la presente estabilización por la miseria y por la opresión. Sin embargo, sólo ese hecho ya sería una alteración monumental. Porque en ese momento, un amplio sector de las sociedades nacionales entrará en el juego político activo, consciente y organizadamente, y podrá elegir entre las opciones capitalistas de la burguesía y las opciones socialistas de la vanguardia del proletariado.

sexta-feira, 27 de março de 2009

11ª Parte - REFLEXIONES SOBRE LAS REVOLUCIONES INTERRUMPIDAS


LOS LÍMITES DE LA “TRANSFORMACIÓN CAPITALISTA”

Durante mucho tiempo prevaleció la idea de que el desarrollo capitalista podía producir esultados similares en cualquier parte, dependiendo del “período” en el que se encontrara y de su “potencialidad de maduración” o de alcanzar una “forma pura”. Esta ilusión podría ser mantenida incuestionablemente enalgunos países de Europa y fue ampliamente compartida en los Estados Unidos; su difusión formó parte del proceso de colonización, de transferencia de la ideología dominante en las naciones capitalistas hegemónicas, y se fortaleció con el crecimiento controlado desde afuera de la modernización. El historicismo, aun dentro de la economía, no contribuyó a atenuar la vitalidad de dicha ilusión, porque él mismo constituía una respuesta burguesa a los productos fi nales del progreso, forjado por la civilización moderna. En las corrientes revolucionarias del socialismo, la cuestión no se planteaba de la misma manera, pues el esplendor
de la civilización moderna se ha debido, entre otras cosas, a la explotación de los pueblos coloniales. Sin embargo, por aquí penetraba una ilusión moderada: se suponía que aquella civilización, que les llevaba a los “pueblos atrasados” o “débiles” los grilletes de la esclavitud económica, obtendría la posesión de los mismos pueblos y los ayudaría a destruir a sus verdugos. Recién con la modifi cación del modelo de desarrollo del capitalismo, cuando la dominación fi nanciera e imperialista se defi ne en toda su extensión y profundidad, los teóricos del socialismo revolucionario pusieron en ecuación las respuestas correctas, aunque la demostración de que las nuevas corrientes de la historia no estaban totalmente atadas a los determinismos de los macrodinamismos de la civilización capitalista aún dependiera de las revoluciones proletarias. Aquéllos tendrían que manifestarse, pero de formas y según cuadros históricos que no eran determinados desde las naciones más poderosas del capitalismo avanzado.

No tendría sentido dedicarle aquí un espacio mayor a este aspecto del tema. Lo que importa señalar es que la referida ilusión cumplía una función histórica clara en la periferia del mundo capitalista, cualquiera fuese su período en el proceso de colonialismo y de modernización controlada. Aquélla abría las rupturas a la luz de un orden ideal, que se construiría gracias al —y a través del— mismo desarrollo capitalista y del modo de compartir el patrón de civilización que lo hacía posible. Este orden ideal contenía un signifi cado constructivo, ya que fomentaba las “rebeliones idealistas” (y, a veces, “espiritualistas”) de los sectores más inquietos de las elites de las clases dominantes de los países periféricos; no pocas veces se han producido confl ictos con presiones de abajo, que han comprometido la insatisfacción de grandes masas humanas. No obstante, donde las mismas elites de los estamentos dominantes controlaron el proceso de ruptura con el colonialismo, esto no podría suceder —las rupturas más profundas fueron arrojadas hacia un futuro remoto, hacia una época en la cual las rebeliones tendrían que nacer de los propios movimientos de masas y de las luchas de clases—, así que las tragedias de las naciones capitalistas centrales comenzaron a ser vividas, con atrasos considerables, como comedias de las naciones capitalistas periféricas. Parecía que el arranque providencial dependería de otro factor, como la prosperidad de la agricultura y el volumen de la exportación, el orden jurídico, la organización nacional, la expansión de ciudades industriales y la industrialización de porte, la educación, la salud pública, los gobiernos esclarecidos, la planifi cación a escala nacional, el desarrollismo, la explotación de las riquezas nacionales, los gobiernos fuertes modernizadores, una asociación articulada con el imperialismo, etc. La gran ventaja de la ilusión es que la misma era una especie de hidra con muchas cabezas. Cuando una esperanza era degollada, enseguida surgían otra u otras esperanzas como parte de un proceso de comunicación selectiva, organizado en el exterior y graduado con el fi n de vitalizar las ilusiones burguesas, algunas veces con recursos de los pobres países periféricos, invertidos en organismos internacionales, continentales o “nacionales”. Fuera de estos aspectos, la infl uencia psicocultural que está siendo debatida provocaba efectos útiles. El más importante consistía en crear en las burguesías heterónomas o dominadas una falsa conciencia social de autonomía universal (hacia adentro y hacia afuera). Varios emprendimientos se hicieron posibles gracias a ese efecto de ilusión, hayan o no hayan sido realizados en “colaboración” con intereses y fuerzas económico-culturales externos. Otro fue designado por un ensayista brasileño, Oliveira Viana, como el “idealismo constitucional”. Las ilusiones ayudaban a concebir el orden jurídico-político “perfecto”. Por supuesto, nada era hecho con total seriedad (en términos de autoafi rmaciones que excedieran la situación de intereses de las clases dominantes). Sin embargo, se abrían resquicios para la difusión de ideales que tuvieran su signifi cado en la polarización radical de las generaciones jóvenes y en el fomento de la inquietud social de las masas oprimidas. Por último, se deben considerar las incidencias “humanitarias” e “iluministas”, en la esfera de la educación, de la difusión de valores democráticos, de la salud pública, del nacionalismo como fuerza suprema, etc. Los fracasos no deben impedir que se reconozca el terreno ganado. Grupos relativamente pequeños, pero con audiencia, se desprendían del “monolitismo conservador” y se dedicaban a la defensa de una modernización hecha con ingredientes externos, pero concebida y madurada desde adentro. Lo malo es que globalmente la ilusión se cerraba sobre sí misma y no ayudaba a que las inteligencias críticas o rebeldes se volvieran críticamente hacia la forma de desarrollo para que concentraran su afán modernizador o innovador en la elección de “medios posibles” o “accesibles”. Tal era la confi anza en que, a largo plazo, “todos no estarían muertos”: la revolución burguesa se liberaría de sus amarras históricas, rompiendo resistencias, carencias y obstáculos, y haría que la periferia pudiera disfrutar la plenitud de la civilización moderna.

quarta-feira, 11 de março de 2009

9ª PARTE - REFLEXIONES SOBRE LAS REVOLUCIONES INTERRUMPIDAS

, por Florestan Fernandes

La tendencia al envilecimiento del trabajo y del trabajador podría ser corregida por la incorporación de las faenas rurales al mercado o, indirectamente, por el desvío de una gran masa de trabajo del sector rural hacia el urbano. Esas variaciones no ocurrieron en los países en los que la situación neocolonial se prolongó indefi nidamente, y se presentaron de modo débil en los países que lograron absorber las transformaciones inherentes al capitalismo dependiente. En esos países, sólo tardíamente la universalización del mercado de trabajo alcanzó al campo, si bien lo ha hecho de modo parcial y deformado, ya que siempre persistía, de algún modo, el “residuo colonial” en la esfera del trabajo agrario.

Es obvio que el principal efecto de esa tendencia histórica afecta a la masa de los trabajadores agrarios, excluidos del mercado o que pasan por el mercado de manera asistemática: a la exclusión económica parcial o total corresponde la exclusión de todos los derechos y garantías sociales típicos de la sociedad burguesa. Por lo tanto, los términos de la ecuación son la exclusión de la posibilidad de organizarse como clase en sí, de un desarrollo como clase independiente y de la capacidad legal o de hecho para la lucha de clases. Esa es la base morfológica no sólo de la deshumanización de la persona del trabajador agrícola, sino también del empleo sistemático de técnicas sociales paternalistas, legales o policial-militares destinadas a convertir la exclusión parcial o total en capitulación pasiva y en apatía provocada y dirigida desde arriba. La dualidad ética, infi ltrada de esta forma en las relaciones de dominación, excluye a “los de abajo” de la condición de miembros de “nuestro grupo”, y los metamorfosea en enemigos reales o potenciales del orden y en gente que “necesita coerción” para “vivir dentro de la línea”. Además, los efectos indirectos son igualmente calamitosos. Por un lado, esa masa de población pobre constituye el semillero interior del reclutamiento del trabajo libre. Al proletarizarse, los componentes de esa población encaran este proceso como “promoción social” (y aquélla es, de hecho, una promoción, pues involucra la clasifi cación dentro del orden, a corto o mediano plazo). Esos candidatos rústicos al trabajo libre están listos para aceptar las peores manipulaciones represivas y deben pasar por un entrenamiento y por una socialización complejos para adquirir la naturaleza humana y la concepción del mundo del trabajador libre como categoría histórica. Por otro lado, la exclusión parcial o total y la apatía provocada retiran al grueso de la población de los confl ictos más o menos estratégicos en las relaciones de las clases asalariadas con las clases burguesas. Aquéllas dejan de tener un punto de apoyo estructural en las confrontaciones con los dueños del poder en la fábrica, en los barrios, en los sindicatos, en las manifestaciones públicas. Cualquiera sea el inconformismo del pueblo, éste no se convierte en fuerza política y no fortalece el poder de presión de las clases obreras, que quedan aisladas. O si no, la falta de alternativas del proletariado urbano-industrial lo lanza a los brazos de la demagogia de estratos burgueses pseudopopulistas, completándose, de esa manera, el circuito del aplastamiento del hombre pobre del campo y de la ciudad.